sábado, 29 de dezembro de 2012

Suspensão automotiva e direção hidraulica

Depois de fazer qualquer serviço na suspensão, é fundamental que se faça o alinhamento do veículo. Esse trabalho deve ser feito sempre com equipamentos e ferramentas adequadas a cada veículo, observando rigorosamente os parâmetros determinados pela montadora. A mínima variação acaba comprometendo todo o comportamento dinâmico do veículo e consequentemente afetando a sua dirigibilidade. Alternativas muitas vezes utilizadas para se conseguir a cambagem especificada como o alargamento dos furos de fixação do corpo do amortecedor com a manga de eixo assim como o alargamento dos furos da fixação da extremidade superior do amortecedor com a carroceria não são recomendadas. Além de comprometer todo o comportamento do carro, pode comprometer a vida útil dos pneus e componentes de suspensão.

 Funções primárias do sistema de suspensão.

• Proporcionar flexibilidade vertical de forma que os pneus possam seguir uma pista não uniforme, isolando o chassi das irregularidades da pista.
• Manter os pneus na direção apropriada e camber à superfície da pista.
• Reagir às forças produzidas pelos pneus – forças longitudinais (aceleração e frenagem), forças laterais (curvas) e torques de frenagem e aceleração.
• Resistência à rolagem do chassi, • Manter os pneus em contato com a pista com a mínima variação de carregamento.


Eixos Sólidos

As rodas são montadas nos extremos de uma viga rígida, o movimento de uma roda é transmitida a roda oposta, se obtendo o mesmo esterçamento e camber.
Usados comumente na dianteira de caminhões pesados, onde é necessária uma grande capacidade de carregamento. O camber das rodas não é afetado pela rolagem da carroceria.
O alinhamento das rodas é mantido, minimizando o desgaste dos pneus. Exemplo suspensão VW Fox, Dianteira: Independente, tipo McPherson, com molas helicoidais e amortecedores hidráulicos.
Traseira: Interdependente com braços longitudinais e amortecedores hidráulicos.

Eixos Sólidos


É a forma mais comum de eixo motriz único. O eixo é posicionado por feixes de molas semi-elípticas, sendo conduzido por um cardam com juntas universais.
As molas são presas ao chassi nos extremos e com o eixo no ponto meio.
O feixe de molas é talvez o mais simples e econômico de todos os sistemas utilizados em suspensões, mas apresenta como desvantagem sua excessiva flexibilidade vertical e rigidez lateral-longitudinal.


Em resposta às carências apresentadas pelo modelo hotchkiss, o sistema four link apresenta braços inferiores que controlam esforços longitudinais e braços superiores que absorvem os torques de frenagem/aceleração e esforços laterais. São capazes de usar molas. Embora mais caros que o feixe de molas, sua forma geométrica permite melhor controle da localização do centro de rolagem e performance anti-squat e anti-dive.




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